Computadores

Conselhos para adquirir um computador.

Computador de secretária ou portátil?

Provavelmente não precisará de gastar uma fortuna para ter um computador novo em casa. Para uma utilização típica ou seja, para o caso de uma pessoa que utilize o computador para ir à internet, consultar e-mails, ver filmes, fazer downloads de música e para jogos ocasionais, não precisa de gastar muito dinheiro porque hoje em dia praticamente todos os portáteis já estão equipados com peças capazes de satisfazer as necessidades de 80% dos utilizadores. E para estes casos, existem no mercado máquinas com preços que variam entre os 350 e os 600 euros.

No entanto, cada caso é um caso. E um computador que é indicado para uma pessoa poderá não ser o mais adequado para outro consumidor. A primeira questão que uma pessoa deve colocar antes de comprar um computador é saber qual é o seu perfil de utilizador, com que objetivo vai utilizar a máquina. Por exemplo: se for um grande fã de jogos, provavelmente, a compra de um portátil não será o mais adequado. Nos portáteis é bastante mais difícil substituir componentes. E os gamers, geralmente, fazem investimentos elevados para manterem as suas máquinas atualizadas e tirarem melhor partido da experiência do jogo. Portanto, neste caso, um computador de secretária será o mais adequado, sendo que este utilizador tipo deverá ainda privilegiar uma boa placa gráfica e a capacidade de memória do computador.

Por tudo isto, se escolher um portátil tenha em atenção que dificilmente poderá alterar ou seus componentes e atualizá-lo à medida que vão saindo no mercado peças mais modernas. Por defeito, nos portáteis só é possível trocar a memória e o disco. Outro detalhe que deverá ter em conta na escolha de um portátil é a duração (em horas) da bateria.Também o peso da máquina é uma variável a ter em conta principalmente se tiver de se deslocar diariamente com o portátil ao ombro ou às costas.

Os grandes componentes aos quais deve prestar atenção:

O esqueleto de um computador é constituído por uma grande variedade de componentes. Mas se tivéssemos de salientar os “órgãos vitais” de um PC há três peças que são fundamentais: o processador, a memória e o disco rígido.

Processador: Esta peça é o cérebro do computador. É uma das peças vitais do PC. Basicamente o processador é a peça que faz com que o utilizador consiga executar as tarefas no menor tempo possível e é o componente que determina o desempenho da máquina. Por isso mesmo, a velocidade ou frequência do processador é um dos fatores que deverá ter em conta quando estiver a analisar as características técnicas de um PC. No entanto, se for um utilizador com um perfil típico e que executa tarefas mais básicas, não deverá necessitar de comprar um aparelho com um processador poderoso (ex: i7). Estes processadores destinam-se a utilizadores que precisam de máquinas mais poderosas para jogar ou para trabalhar em aplicações mais exigentes.

Memória RAM: Esta é outra componente vital. E aqui aplica-se o princípio de “quanto mais, melhor”. A memória é onde está tudo aquilo que está a ser executado neste momento. Desta forma, e principalmente para os utilizadores que costumam trabalhar com várias aplicações abertas ao mesmo tempo (o leitor de música, várias páginas de internet, documentos em word/excel/powerpoint, a caixa de correio, etc.) recomenda-se que investiam numa máquina com uma boa capacidade de memória. O aconselhável é que a memória RAM seja igual ou superior a 4 GB.

Disco rígido: Esta peça é importante pois é o local onde ficam guardados todos os documentos e informações que queremos alojar no computador. Quanto maior for a capacidade do disco rígido, maior o volume de informação que poderá guardar no seu computador (fotografias, filmes, música, etc.). Um disco com 500 GB é o mínimo recomendado. Mas mais uma vez, não há “receitas” definitivas, já que tudo poderá depender do perfil do utilizador. Atualmente, também existem discos SSD. Estes discos são muito mais rápidos dos que os convencionais, no entanto, principalmente devido ao seu custo, possuem uma capacidade de armazenamento inferior aos discos rígidos IDE e SATA. Pode ter um computador com um disco rígido de menor capacidade e optar por guardar os meus documentos, fotografias ou vídeos em discos externos.
Computador ou tablet?

O uso dos tablets também está a democratizar-se. Mas poderá este pequeno aparelho substituir um tradicional PC? A resposta a esta questão não é consensual. Há quem partilhe esta visão e garanta que consegue fazer praticamente tudo o que se faz num computador normal. Mas outros rejeitam esta ideia. Na minha opinião, penso que um tablet não substitui o computador. O tablet pode ser funcional para se utilizar numa reunião ou em casa e aceder aos emails ou visualizar páginas na internet. Mas não é prático para, por exemplo, estar um determinado número de horas a escrever um documento. Ou seja, o tablet é um complemento não um substituto do computador.